segunda-feira, 19 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012




"Que haja solicitude em ver se procura verdadeiramente a Deus."
RB 58,7


CAPÍTULO 58 (RB)

Da maneira de proceder à recepção dos irmãos.


[1] Apresentando-se alguém para a vida monástica, não se lhe conceda fácil ingresso, [2] mas, como diz o Apóstolo: "Provai os espíritos, se são de Deus". [3] Portanto, se aquele que vem, perseverar batendo à porta e se depois de quatro ou cinco dias, sendo-lhe feitas injúrias e dificuldade para entrar, parece suportar pacientemente e persistir no seu pedido [4] conceda-se-lhe o ingresso, e permaneça alguns dias na cela dos hóspedes. 




domingo, 15 de janeiro de 2012

COMUNIDADE REUNIDA

[2] O primeiro é o dos cenobitas, isto é, o monasterial, dos que militam sob uma Regra e um Abade. (PRÓLOGO RB)


CAPÍTULO 1: Dos gêneros de monges
[1] É sabido que há quatro gêneros de monges. [2] O primeiro é o dos cenobitas, isto é, o monasterial, dos que militam sob uma Regra e um Abade.
[3] O segundo gênero é o dos anacoretas, isto é, dos eremitas, daqueles que, não por um fervor inicial da vida monástica, mas através de provação diuturna no mosteiro, [4] instruídos então na companhia de muitos aprenderam a lutar contra o demônio [5] e, bem adestrados nas fileiras fraternas, já estão seguros para a luta isolada do deserto, sem a consolação de outrem, e aptos para combater com as próprias mãos e braços, ajudando-os Deus, contra os vícios da carne e dos pensamentos.
[6] O terceiro gênero de monges, e detestável, é o dos sarabaítas, que, não tendo sido provados, como o ouro na fornalha, por nenhuma regra, mestra pela experiência, mas amolecidos como numa natureza de chumbo, [7] conservam-se por suas obras fiéis ao século, e são conhecidos por mentir a Deus pela tonsura. [8] São aqueles que se encerram dois ou três ou mesmo sozinhos, sem pastor, não nos apriscos do Senhor, mas nos seus próprios; a satisfação dos desejos é para eles lei, [9] visto que tudo quanto julgam dever fazer ou preferem, chamam de santo, e o que não desejam reputam ilícito.
[10] O quarto gênero de monges é o chamado dos giróvagos, que por toda a sua vida se hospedam nas diferentes províncias, por três ou quatro dias nas celas de outros monges, [11] sempre vagando e nunca estáveis, escravos das próprias vontades e das seduções da gula, e em tudo piores que os sarabaítas. [12] Sobre o misérrimo modo de vida de todos esses é melhor calar que dizer algo.
[13] Deixando-os de parte, vamos dispor, com o auxilio do Senhor, sobre o poderosíssimo gênero dos cenobitas.



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

HISTÓRIA E MODO DE VIDA EM NOSSO MOSTEIRO


Nossa Ordem tem mais de 1500 anos, sendo a mais antiga do mundo. Em 1582, os primeiros monges beneditinos chegaram na cidade de Salvador, capital da Bahia. Estamos por comemorar 430 anos. Somos uma comunidade de monges que vive uma vida voltada para a oração e ao trabalho. Em Salvador, desempenhamos algumas atividades: acolhemos pessoas para retiros vocacionais, temos um museu de obras sacras, possuímos um serviço social e uma biblioteca. Na área educacional, temos um Colégio que atende crianças desde o Fundamental I (1ª a 5ª séries) ao Ensino Médio (1°, 2° e 3° ano), uma Faculdade com os cursos de Psicologia, Filosofia, Teologia e História, um laboratório de restauração de livros, somos capelães das Monjas Beneditinas, entre outras atividades. Tudo é feito para a glória de Deus e aquele que deseja ser monge deve se encaixar no trabalho que lhe for confiado.
Nossa comunidade é jovem, a maioria dos membros têm abaixo de 35 anos. Somos um tanto diferentes, porque conservamos algumas tradições seculares, como por exemplo, o uso das vestes monásticas, o estudo e a aplicação na oração do canto gregoriano, etc. Nossas orações são todas cantadas. Em suma, nosso modo de viver é de monges, um tanto diferente da maioria dos religiosos de hoje.
O trâmite normal para aquele que quer ingressar neste Mosteiro é o seguinte: após o primeiro contato, costumamos enviar uma ficha de identificação. Depois, o candidato nos envia uma carta de apresentação do seu pároco ou de um religioso amigo. Depois que ele tiver sido acompanhado por um tempo, então é-lhe concedido vir passar um tempo aqui conosco durante uma semana, para conhecer-nos melhor. Depois, se estiver perseverante, convidamo-lo para vir passar um mês de experiência, a fim de que ele tenha absoluta certeza para onde está ingressando e o que está fazendo. Depois que se entra, passa a ser Postulante em nosso Mosteiro, seguindo em tudo a vida da comunidade e se preparando para o Noviciado (6 meses a um ano), para depois então ser Professo Temporário (3 anos), e finalmente, Professo Perpétuo e se for da vontade de Deus e da comunidade, poderá ser Sacerdote.

(Digitação: Ir. Leonardo Oliveira, OSB)